Uma cultura de imposições religiosas

Em nome de Deus – o da bíblia -, milhões de pessoas mataram e morreram. A bíblia – da qual pinga sangue, como diz um amigo meu – e fatos mais recentes de nossa história deixam claro que o nome de Deus é utilizado como pretexto para genocídios, verdadeiras carnificinas, atentados e muito mais.

A religião vem sendo utilizada como principal arma de guerra, mascarando diversos interesses políticos e econômicos. Como exemplo, posso citar o lamentável atentado às torres gêmeas, nos Estados Unidos, em 11 de Setembro de 2001, onde três mil pessoas morreram, cinco pessoas foram condenadas e várias corporações expandiram seu capital de maneira descomunal.

Do lado de cá, ouvimos falar constantemente das tais “Guerras Santas” – conhecida por alguns como “Jihad” – que acontecem no oriente médio. Eles lutam por ideais religiosos, que estão bem acima do Deus que adoram. Muitos deles sequer conhecem esse Deus, mas matam e morrem por Ele diariamente. A história os condicionou a seguirem esses passos sem sequer questionar as motivações.

No Brasil, por ser um Estado Laico – o que denota indiscriminação religiosa -, os cidadãos podem escolher a religião que querem seguir. Ou então, seguir sem nenhuma delas. Independente de sua escolha, você poderá viver em uma sociedade sob leis éticas e morais igualitárias (até que nos provem o contrário).

A despeito disso, um projeto de lei do Deputado Estadual do Paraná, Mauro Moraes, visa implantar um programa intitulado “Minha primeira bíblia” nas escolas públicas estaduais. A justificativa do projeto é: “através da fé, amenizar os problemas sociais que vem sendo enfrentado por todos nós. Independentemente de credo, só o fato de se possuir uma religião, contribui para afastar, principalmente os jovens, dos males que os rondam.”

Dependendo da interpretação do texto, temos aí um projeto que ruma a contra-mão dos princípios estipulados pela lei nº 9.475, de 22.7.1997, que diz não ser permitido favorecer uma única crença no ensino religioso das escolas públicas do ensino fundamental.

A não ser que distribuam junto à Bíblia Cristã, uma cópia do Alcorão, uma cópia do Torá e alguns dos livros do Allan Kardec, estaremos fadados às imposições religiosas em plena era digital; da informação de fácil acesso. Imposições são feitas em uma sociedade dominada pelo ditatorialismo, não em república democrática como a que almejamos ser.

Visando um maior esclarecimento sobre o assunto, enviei um e-mail para o Deputado (e o mesmo pode ser feito por você, clicando aqui). Mesmo não fazendo parte do corpo de eleitores de seu estado, espero que ele dê atenção às minhas dúvidas.

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2 Responses to “Uma cultura de imposições religiosas”


  1. 1 EvAnDrO vEnAnCiO julho 20, 2008 às 5:08 pm

    A religião, assim como a ciência, objetiva algo que, nas entrelinhas, é o foco principal de sua utilidade: controlar. Ambas querem explicar o nosso mundo revisando e revisitando modelos antigos e ultrapassados, porém enquanto a ciência dá nova roupagem à mitos antigos, a religião continua a mesma e não se moderniza. Por isto perde força nos países laícos. Graças a um fenômeno semelhante na Antiga Grécia é que foi possível estabelecer a filosofia como entendemos hoje.

    Ou seja, a religião é um grande atraso para a humanidade, enquanto a ciência quer responder à algumas questões inúteis (como a origem do mundo) além de querer o papel de heróina de todos os tempos. Enfim, a atual ciência é responsável por uma série de inovações nos dias de hoje, como a tecnologia, informática, medicina, etc. Criaram-se até mesmo doenças que não existiam e universos virtuais. Ou seja, a ciência cada dia evolui mais e a sociedade regride. O mundo continua o mesmo – ainda amanhece e ainda anoitece como antigamente, ainda chove e ainda faz sol.

    Independente do que se fale, a crença na ciência é uma espécie de nova religião. Porém as pessoas, com acesso a tantas inovações, continuam selvagens e agressivas, e a civilização parece uma utopia inatingível. Por isto eu entendo – embora não aceite – que um deputado queira retornar a educação à uma época anterior, onde o ensino religioso era obrigatório. Afinal, as pessoas, naqueles tempos, pareciam ser pessoas melhores que as de hoje.

    O que talvez ele não tenha pensado é que hoje os tempos são outros e que este é um caminho sem volta.

  2. 2 Tyrannosaurus julho 26, 2008 às 11:29 am

    Religião e ideologias revolucionárias… são o que há de mais maléfico para as sociedades.


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