Aristóteles, em seu livro PolÃtica, definiu a democracia (demokratia) como sendo um governo injusto comandado por muitos. O termo evoluiu, algumas idéias foram readaptadas e a demokratia do filósofo aproxima-se mais do que nos dias atuais conhecemos como Democracia Representativa.
O Brasil só se lembra de ser um paÃs democrático em época de eleições. E ainda assim, muitas vezes, nota-se uma democracia desvirtuada de suas verdadeiras intenções: proporcionar debate aberto de propostas para questões fundamentais para o bem-estar coletivo.
Lembro-me até hoje do noticiário dando conta de que meia dúzia de policiais federais levavam tevês para o meio do mato, para que um povo que vive à s margens da sociedade pudessem ver as propostas dos candidatos e então, votarem. “Viva a democracia”, entoavam com entusiasmo os mais novos rebentos daquilo que no Brasil leva o nome de democracia: a obrigação de votar.
O principal sustentáculo dessa falaciosa democracia é o sufrágio universal (o “voto popular”). Enganam-se os que acham que podemos mudar aquilo com que não concordamos – no âmbito em que nossos representantes podem nos ajudar – no tão aclamado ato de votar. Nossos representantes representam pessoas que não são elegÃveis. Não, não é nosso registro na urna que decide os rumos do nosso paÃs.
O povo não decide absolutamente nada. Jornais, revistas e a própria máquina do estado distorcem resultados ao seu bel-prazer. Em época de eleições acontece sempre a mesma coisa, num ciclo vicioso e desmoralizador que simplesmente aniquila qualquer possibilidade de vivermos em uma sociedade democrática.
A última pesquisa DATAFOLHA (intenções de voto para prefeito no Rio de Janeiro) foi interpretada de maneiras diferentes por dois gigantes: Folha e O Globo. A Folha, em campanha voraz pela eleger o já eleito Presidente José Serra, disse que o candidato “Paes cresce, mas continua empatado com Crivella”. Já O Globo diz que “Paes sobe oito pontos e passa Crivella”.
A pesquisa é a mesma, o que muda é a posição, a maneira de passar uma informação (que deveria abster-se de interpretações e opiniões). Marcelo Crivella é ligado à igreja Universal, cujo lÃder é o empresário Edir Macedo, que é dono da Rede Record, que…
A minha maior dúvida é: podemos tomar alguma atitude para fortalecer a democracia brasileira?