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	<title>CapÃ­tulo 2 &#187; mundo</title>
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	<description>Mais um capÃ­tulo do mundo em que vivemos</description>
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		<title>CapÃ­tulo 2 &#187; mundo</title>
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		<title>Crise Capital de Valores</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Oct 2008 17:36:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Botelho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A carnificina financeira global parece sensibilizar todas as pessoas. Mesmo aquelas que nÃ£o possuem dinheiro na bolsa, mesmo aquelas que nÃ£o possuem sequer condiÃ§Ã£o de poupar algum dinheiro no final do mÃªs, se mostram preocupadas com o que pode acontecer daqui para frente.
A maioria das pessoas com as quais conversei a respeito se mostram preocupadas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=capitulo2.wordpress.com&blog=3611532&post=68&subd=capitulo2&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>A carnificina financeira global parece sensibilizar todas as pessoas. Mesmo aquelas que nÃ£o possuem dinheiro na bolsa, mesmo aquelas que nÃ£o possuem sequer condiÃ§Ã£o de poupar algum dinheiro no final do mÃªs, se mostram preocupadas com o que pode acontecer daqui para frente.</p>
<p>A maioria das pessoas com as quais conversei a respeito se mostram preocupadas com essa hecatombe, mas nÃ£o fazem a menor idÃ©ia do que estÃ¡ acontecendo, do que pode acontecer e como esse evento pode, de alguma forma, nos prejudicar. Pouco importa. Se canais de tevÃª, publicaÃ§Ãµes gigantescas, programas de rÃ¡dio, portais e blogs de internet, em unÃ­ssono, alardeam a tal crise, Ã© porque ela Ã© realmente sÃ©ria.</p>
<p>Assim, o mundo inteiro pressionou o governo americano para que uma atitude condizente com a magnitude de sua economia fosse tomada. Um pacote bilionÃ¡rio foi, entÃ£o, aprovado pelo senado americano. Genial, pois, apesar de esse dinheiro servir para manter especuladores endinheirados, a moral do cidadÃ£o comum serÃ¡ reestabelecida. Afinal, se a economia dos bancos quebrar, cidadÃ£os comuns ficarÃ£o sem suas casas, sem dinheiro para consumo, sem sua felicidade.</p>
<p>O bem-estar das pessoas que sofrem com a crise do Capital parece estar atrelado Ã  cotaÃ§Ã£o do dolar e Ã  volatilidade das bolsas. Para mutos, a vida nÃ£o faz o menor sentido longe do consumo &#8211; vida que, invariavelmente, se passa sem um referencial do real. Impiedosamente, o Capitalismo precifica nossos valores morais.</p>
<p>Parte do planeta pede socorro para que as perdas de dinheiro &#8211; excessivo &#8211; sejam minimizadas, enquanto que a maioria pobre da humanidade passa fome, morre por doenÃ§as que jÃ¡ deveriam ter sido dizimadas, lutam por sua subsistÃªncia todos os dias. Elas nunca tiverem a mesma atenÃ§Ã£o dada aos gananciosos executivos estadunidenses, aqueles mesmos que na obcenidade dos bÃ´nus que ganhavam afundaram a economia mundial.</p>
<p>A despeito de toda essa crise do Capital, o que me assusta Ã© a crise de valores pela qual passamos. O que mais nos devia ser valioso nÃ£o Ã© comercializado na bolsa e nÃ£o depende da variaÃ§Ã£o do dolar.</p>
 Tagged: capitalismo, crise, economia, mundo <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/capitulo2.wordpress.com/68/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/capitulo2.wordpress.com/68/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/capitulo2.wordpress.com/68/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/capitulo2.wordpress.com/68/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/capitulo2.wordpress.com/68/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/capitulo2.wordpress.com/68/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/capitulo2.wordpress.com/68/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/capitulo2.wordpress.com/68/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/capitulo2.wordpress.com/68/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/capitulo2.wordpress.com/68/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=capitulo2.wordpress.com&blog=3611532&post=68&subd=capitulo2&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>A Fuga no Cigarro</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Sep 2008 15:34:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Botelho</dc:creator>
				<category><![CDATA[mundo]]></category>
		<category><![CDATA[saÃºde]]></category>

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		<description><![CDATA[Houve uma Ã©poca em que fumar era sinÃ´mimo de bom status social. Quem fumava era cool, bacanudo. E assim muita gente entrou no jogo. Mas, e hoje? Esse mundo nÃ£o foi feito para fumantes e, naturalmente, eles estÃ£o sendo segregados.Â E isso independe de governo. Falo de pessoas e a inversÃ£o queÂ acontece: quem nÃ£o fuma Ã© [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=capitulo2.wordpress.com&blog=3611532&post=66&subd=capitulo2&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Houve uma Ã©poca em que fumar era sinÃ´mimo de bom status social. Quem fumava era <em>cool</em>, bacanudo. E assim muita gente entrou no jogo. Mas, e hoje? Esse mundo nÃ£o foi feito para fumantes e, naturalmente, eles estÃ£o sendo segregados.Â E isso independe de governo. Falo de pessoas e a inversÃ£o queÂ acontece: quem <strong>nÃ£o</strong> fuma Ã© cool, quem fuma precisa se distanciar para nÃ£o incomodar.</p>
<p>O governo e a OMSÂ pegam pesado com a <a title="Fumar em locais pÃºblicos?" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u404022.shtml" target="_blank">proibiÃ§Ã£o do ato de fumar em locais pÃºblicos</a>, com o <a title="Aumento de impostos sobre o cigarro" href="http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL67659-9356,00.html" target="_blank">aumento de impostos</a>Â e com a <a title="ProibiÃ§Ã£o de propagando de cigarro" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u407299.shtml" target="_blank">proibiÃ§Ã£o das propagandas de cigarros</a>. Mas, ao que se vÃª, as pessoas simplesmente nÃ£o param de fumar eÂ jovens dÃ£o uma sobrevida incrÃ­vel Ã  indÃºstria da morte.</p>
<p>E por quÃª? Por que esses jovens entram num jogo viciante mesmo sabendo que estÃ£o trocando minutos de prazer por minutos de vida?Â - a cada cigarro, estima-se que onze minutos de sua vida sÃ£o jogados no lixo (<a title="vale a pena?" href="http://www.pubmedcentral.nih.gov/articlerender.fcgi?artid=1117323" target="_blank">leia mais</a>).</p>
<p>Na escola e no colÃ©gio, Ã© fÃ¡cil entender porquÃª: para se enturmar. Independente de sua autoestima, de seu temperamento, de seu comportamento, a turminha do cigarro sempre lhe acolherÃ¡. Numa balada tambÃ©m Ã© fÃ¡cil: se vocÃª estÃ¡ sozinho(a), basta acender um cigarro e fumar sobre o pretexto de que nÃ£o precisarÃ¡ conversar com ninguÃ©m porque vocÃª estÃ¡ curtindo uma fumaÃ§a.</p>
<p>Pessoas nÃ£o precisam de um motivo para fumar, ora, direis. Eu talvez concorde com isso. Mas, e as pessoas que fumam quando estÃ£o nervosas? Na iminÃªncia de terem que encarar um problema face-a-face? O cigarro lhes parece a Ãºnica saÃ­da viÃ¡vel, a Ãºnica soluÃ§Ã£o para certos problemas. Elas se escondem. Esquecem-se de si e em dois ou trÃªs tragos, coisificam-se. Algumas pessoas entram em estado de pÃ¢nico quando precisam pensar e se deparam com a ausÃªncia de um cigarro.</p>
<p>Na minha opiniÃ£o isso denotaÂ fraqueza, falta de coragem. SÃ£o pessoas totalmente entregues ao pior dentre todos os <a title="a pior droga que existe" href="http://www.umavisaodomundo.com/2008/07/maleficios-saude-cigarro-pior-droga.html" target="_blank">malefÃ­cios do cigarro</a>: a mentira que hÃ¡ por trÃ¡s da fumaÃ§a que, invariavelmente, acaba com elas.</p>
 Tagged: saÃºde <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/capitulo2.wordpress.com/66/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/capitulo2.wordpress.com/66/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/capitulo2.wordpress.com/66/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/capitulo2.wordpress.com/66/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/capitulo2.wordpress.com/66/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/capitulo2.wordpress.com/66/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/capitulo2.wordpress.com/66/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/capitulo2.wordpress.com/66/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/capitulo2.wordpress.com/66/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/capitulo2.wordpress.com/66/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=capitulo2.wordpress.com&blog=3611532&post=66&subd=capitulo2&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>A ganÃ¢ncia do ser humano</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Aug 2008 23:46:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Botelho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O mundo inteiro sofre com trÃªs crises capitais e de grande amplitude: a crise financeira, a crise energÃ©tica e a crise alimentar. Essas crises nÃ£o segregam uma e outra. Pelo contrÃ¡rio, elas combinam e confluem-se. E na busca por uma saÃ­da, acabam evidenciando o que provavelmente hÃ¡ de mais sinistro em todo esse sistema: a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=capitulo2.wordpress.com&blog=3611532&post=57&subd=capitulo2&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>O mundo inteiro sofre com trÃªs crises capitais e de grande amplitude: a crise financeira, a crise energÃ©tica e a crise alimentar. Essas crises nÃ£o segregam uma e outra. Pelo contrÃ¡rio, elas combinam e confluem-se. E na busca por uma saÃ­da, acabam evidenciando o que provavelmente hÃ¡ de mais sinistro em todo esse sistema: a ganÃ¢ncia do ser humano.</p>
<p>As instituiÃ§Ãµes mais endinheiradas sofrem com perdas estimadas em 330 bilhÃµes de dÃ³lares atÃ© o momento &#8211; e contando. O FMI (nada menos que o &#8220;Fundo MonetÃ¡rio Internacional&#8221;) diz que para sair dessa crise serÃ£o necessÃ¡rios 950 bilhÃµes de dÃ³lares (a tÃ­tulo de comparaÃ§Ã£o: quase metade de todo o PIB brasileiro). E esse dinheiro deverÃ¡ sair deles mesmos, num processo cÃ­clico e desonesto. Mas nÃ£o em sua totalidade.</p>
<p>Parte do dinheiro para ocultar a crise virÃ¡ de paÃ­ses como o <a title="O UrÃ¢nio na raiz dos conflitos" href="http://diplo.uol.com.br/2008-07,a2501" target="_blank">NÃ­ger</a>, um dos paÃ­ses mais pobres do mundo e que vive em constante estado de guerra civÃ­l. O motivo? Sua abundante riqueza. Transnacionais impiedosamente exploram seu territÃ³rio em busca de urÃ¢nio, fazendo de NÃ­ger o terceiro maior produtor desse metal em todo o planeta. E as pessoas que sÃ£o naturalmente donas daquelas terras, como Ã© que ficam? Ficam na mesma: alguÃ©m tem que perder no sistema em que vivemos.</p>
<p>Fica claro, nesse ponto, que aquilo que me incomoda nÃ£o Ã© a crise financeira em si. Mas as crises sociais invariavelmente deflagradas por ela. NÃ£o consigo digerir a falta de comprometimento das pessoas com seus iguais. Por que tanta ganÃ¢ncia e, da outra parte, submissÃ£o? Por que nÃ£o hÃ¡ revolta mesmo sabendo que 80% da riqueza do mundo estÃ¡ concentrada em 20% da populaÃ§Ã£o?</p>
<p>Simples: porque nÃ£o hÃ¡ crise alguma. O povo nÃ£o reage porque nÃ£o hÃ¡ crise, nÃ£o precisamos nos preocupar pois vivemos tal como quis nosso destino, ou nosso(s) deus(es), ou nossos administradores. E somos subservientes a todos eles.</p>
<p>Na opiniÃ£o de um <a title="Evandro VenÃ¢ncio" href="http://www.evenancio.com" target="_blank">amigo meu</a>, a Ãºnica maneira de fazermos o Capitalismo vergar-se Ã© deixando que ele se autodestrua. Isso porque trata-se de um sistema virtualmente perfeito, ainda que uns e outros &#8211; como <a title="Karl Marx" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Karl_Marx" target="_blank">Marx</a>, que em seu fabuloso <a title="O Capital - Karl Marx" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Capital" target="_blank">O Capital</a> disse que &#8220;<em>se o capital se distribuÃ­sse em partes iguais entre todos os indivÃ­duos da sociedade, ninguÃ©m teria interesse em acumular mais capital do que pudesse empregar por si mesmo</em>&#8221; &#8211; tentem dizer o contrÃ¡rio.</p>
<p>Durma-se bem com tudo isso.</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/capitulo2.wordpress.com/57/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/capitulo2.wordpress.com/57/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/capitulo2.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/capitulo2.wordpress.com/57/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/capitulo2.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/capitulo2.wordpress.com/57/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/capitulo2.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/capitulo2.wordpress.com/57/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/capitulo2.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/capitulo2.wordpress.com/57/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/capitulo2.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/capitulo2.wordpress.com/57/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=capitulo2.wordpress.com&blog=3611532&post=57&subd=capitulo2&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Uma cultura de imposiÃ§Ãµes religiosas</title>
		<link>http://capitulo2.wordpress.com/2008/07/20/uma-cultura-de-imposicoes-religiosas/</link>
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		<pubDate>Sun, 20 Jul 2008 17:57:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Botelho</dc:creator>
				<category><![CDATA[mundo]]></category>
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		<description><![CDATA[Em nome de Deus &#8211; o da bÃ­blia -, milhÃµes de pessoas mataram e morreram. A bÃ­blia &#8211; da qual pinga sangue, como diz um amigo meu &#8211; e fatos mais recentes de nossa histÃ³ria deixam claro que o nome de Deus Ã© utilizado como pretexto para genocÃ­dios, verdadeiras carnificinas, atentados e muito mais.
A religiÃ£o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=capitulo2.wordpress.com&blog=3611532&post=48&subd=capitulo2&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Em nome de Deus &#8211; o da bÃ­blia -, <a title="Quantas pessoas o Deus da bï¿½blia matou?" href="http://www.youtube.com/watch?v=BI6dW5XTWJg" target="_blank">milhÃµes de pessoas mataram e morreram</a>. A bÃ­blia &#8211; da qual pinga sangue, como diz um <a title="Duduziuz" href="http://www.umavisaodomundo.com/" target="_blank">amigo meu</a> &#8211; e fatos mais recentes de nossa histÃ³ria deixam claro que o nome de Deus Ã© utilizado como pretexto para genocÃ­dios, verdadeiras carnificinas, atentados e muito mais.</p>
<p>A religiÃ£o vem sendo utilizada como principal arma de guerra, mascarando diversos interesses polÃ­ticos e econÃ´micos. Como exemplo, posso citar o lamentÃ¡vel atentado Ã s torres gÃªmeas, nos Estados Unidos, em 11 de Setembro de 2001, onde trÃªs mil pessoas morreram, cinco pessoas foram condenadas e vÃ¡rias <a title="O terrorismo Ã© bom para a economia?" href="http://diplo.uol.com.br/2002-11,a479" target="_blank">corporaÃ§Ãµes expandiram seu capital</a> de maneira descomunal.</p>
<p>Do lado de cÃ¡, ouvimos falar constantemente das tais <a title="Guerra Santa" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Religious_war" target="_blank">&#8220;Guerras Santas&#8221;</a> &#8211; conhecida por alguns como &#8220;Jihad&#8221; &#8211; que acontecem no oriente mÃ©dio. Eles lutam por ideais religiosos, que estÃ£o bem acima do Deus que adoram. Muitos deles sequer conhecem esse Deus, mas matam e morrem por Ele diariamente. A histÃ³ria os condicionou a seguirem esses passos sem sequer questionar as motivaÃ§Ãµes.</p>
<p>No Brasil, por ser um <a title="Laicismo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Laicismo" target="_blank">Estado Laico</a> &#8211; o que denota indiscriminaÃ§Ã£o religiosa -, os cidadÃ£os podem escolher a religiÃ£o que querem seguir. Ou entÃ£o, seguir sem nenhuma delas. Independente de sua escolha, vocÃª poderÃ¡ viver em uma sociedade sob leis Ã©ticas e morais igualitÃ¡rias (<a title="Para alÃ©m da constituiÃ§Ã£o e de suas interpretaÃ§Ãµes" href="http://capitulo2.wordpress.com/2008/07/14/para-alem-da-constituicao-e-de-suas-interpretacoes/" target="_blank">atÃ© que nos provem o contrÃ¡rio</a>).</p>
<p>A despeito disso, um <a title="Projeto de lei &quot;Minha Primeira Bï¿½blia&quot;" href="http://www.mauromoraes.com.br/secoes/?id=49" target="_blank">projeto de lei</a> do Deputado Estadual do ParanÃ¡, <a title="Deputado Mauro Moraes" href="http://www.mauromoraes.com.br/inicial/" target="_blank">Mauro Moraes</a>, visa implantar um programa intitulado &#8220;Minha primeira bÃ­blia&#8221; nas escolas pÃºblicas estaduais. A justificativa do projeto Ã©: <em>&#8220;atravÃ©s da fÃ©, amenizar os problemas sociais que vem sendo enfrentado por todos nÃ³s. Independentemente de credo, sÃ³ o fato de se possuir uma religiÃ£o, contribui para afastar, principalmente os jovens, dos males que os rondam.&#8221;</em></p>
<p>Dependendo da interpretaÃ§Ã£o do texto, temos aÃ­ um projeto que ruma a contra-mÃ£o dos princÃ­pios estipulados pela <a title="Lei 9.475 de 22.7.1997" href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9475.htm" target="_blank">lei nÂº 9.475, de 22.7.1997</a>, que diz nÃ£o ser permitido favorecer uma Ãºnica crenÃ§a no ensino religioso das escolas pÃºblicas do ensino fundamental.</p>
<p>A nÃ£o ser que distribuam junto Ã  BÃ­blia CristÃ£, uma cÃ³pia do AlcorÃ£o, uma cÃ³pia do TorÃ¡ e alguns dos livros do Allan Kardec, estaremos fadados Ã s imposiÃ§Ãµes religiosas em plena era digital; da informaÃ§Ã£o de fÃ¡cil acesso. ImposiÃ§Ãµes sÃ£o feitas em uma sociedade dominada pelo ditatorialismo, nÃ£o em repÃºblica democrÃ¡tica como a que almejamos ser.</p>
<p>Visando um maior esclarecimento sobre o assunto, enviei um e-mail para o Deputado (e o mesmo pode ser feito por vocÃª, <a title="Entre em contato com o Deputado" href="http://www.mauromoraes.com.br/contato/" target="_blank">clicando aqui</a>). Mesmo nÃ£o fazendo parte do corpo de eleitores de seu estado, espero que ele dÃª atenÃ§Ã£o Ã s minhas dÃºvidas.</p>
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		<title>Para alÃ©m da ConstituiÃ§Ã£o e de suas interpretaÃ§Ãµes</title>
		<link>http://capitulo2.wordpress.com/2008/07/14/para-alem-da-constituicao-e-de-suas-interpretacoes/</link>
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		<pubDate>Tue, 15 Jul 2008 00:18:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Botelho</dc:creator>
				<category><![CDATA[histÃ³ria]]></category>
		<category><![CDATA[justiÃ§a]]></category>
		<category><![CDATA[Ã©tica]]></category>
		<category><![CDATA[brasil]]></category>
		<category><![CDATA[constituiÃ§Ã£o]]></category>
		<category><![CDATA[injustiÃ§a]]></category>

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		<description><![CDATA[No Brasil, as coisas invariavelmente acontecem assim: pobre que rouba vai pra cadeia. Rico que mata, tira a vida de um ser humano e confessa o crime, fica em liberdade. NÃ£o que o pobre &#8211; em questÃ£o, uma empregada domÃ©stica, desempregada, mÃ£e de duas crianÃ§as, rebento de um sistema falho (?), onde pessoas sofrem para [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=capitulo2.wordpress.com&blog=3611532&post=39&subd=capitulo2&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>No Brasil, as coisas invariavelmente acontecem assim: pobre que rouba vai pra cadeia. <a title="AntÃ´nio Marcos Pimenta Neves Ã© rico e ri a tÃ´a." href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u8395.shtml" target="_blank">Rico que mata</a>, tira a vida de um ser humano e confessa o crime, <a title="Quem estÃ¡ acima da lei?" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u419234.shtml" target="_blank">fica em liberdade</a>. NÃ£o que o pobre &#8211; em questÃ£o, uma empregada domÃ©stica, desempregada, mÃ£e de duas crianÃ§as, rebento de um sistema falho (?), onde pessoas sofrem para se alimentar &#8211; tenha que ficar em liberdade. Seria uma injustiÃ§a para com aqueles que precisam pagar pra ter em suas mesas um singelo <a title="Mulher rouba um pote de margarina e passa 4 meses encarceirada." href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u119721.shtml" target="_blank">pote de manteiga</a>.</p>
<p>A constituiÃ§Ã£o brasileira mudou sete vezes atÃ© hoje: <a title="Brasil ImpÃ©rio" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil_Imp%C3%A9rio" target="_blank">ImpÃ©rio</a>, <a title="Brasil RepÃºblica" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Primeira_Rep%C3%BAblica_Brasileira" target="_blank">RepÃºblica</a>, <a title="RevoluÃ§Ã£o de 1930" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_de_1930" target="_blank">RevoluÃ§Ã£o de 1930</a>, <a title="Estado Novo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Estado_Novo_(Brasil)" target="_blank">Estado Novo</a>, <a title="ConstituiÃ§Ã£o de 1946" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Constitui%C3%A7%C3%A3o_de_1946" target="_blank">ConstituiÃ§Ã£o de 1946</a>, <a title="Ditadura Militar" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ditadura_militar_no_Brasil_(1964-1985)" target="_blank">Ditadura Militar</a> e <a title="RedemocratizaÃ§Ã£o" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Redemocratiza%C3%A7%C3%A3o" target="_blank">RedemocratizaÃ§Ã£o</a>. O tÃ­pico caso em que &#8220;se muda tudo para continuar a mesma coisa&#8221;. NÃ£o que nada tenha mudado. A constituiÃ§Ã£o, a lei escrita, mudou. Os privilÃ©gios Ã© que nÃ£o mudaram.</p>
<p>Em nossa histÃ³ria, dificilmente encontraremos pessoas influentes, ricas, poderosas, culpadas e castigadas. Esse cenÃ¡rio me Ã© tÃ£o distante quanto o mundo idealizado por <a title="Mahatma Gandhi" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mahatma_Gandhi" target="_blank">Mahatma Gandhi</a>, que de seus ensinamentos fora retirada a expressÃ£o <a title="Satyagraha, no sentido original." href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Satyagraha" target="_blank">Satyagraha</a>, que em sanscrito quer dizer algo como &#8220;busca pela verdade&#8221;. Gandhi, que idealizou uma sociedade fundamentada em leis que estivessem verdadeiramente comprometidas com a coletividade, foi homenageado pela PolÃ­cia Federal e sua <a title="OperaÃ§Ã£o Satiagraha" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/especial/2008/operacaosatiagraha/" target="_blank">OperaÃ§Ã£o Satiagraha</a>. O caso mais recente de nossa breve histÃ³ria.</p>
<p>Nesse caso, temos Daniel Dantas, a PolÃ­cia Federal e o Supremo Tribunal de JustiÃ§a. A PF e o <a title="Delegado recusou propina de D. Dantas" href="http://tribunadonorte.com.br/unoticia.php?id=80544" target="_blank">aparentemente sÃ©rio</a> delegado <a title="Delegado ProtÃ³genes Queiroz" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Prot%C3%B3genes_Queiroz" target="_blank">ProtÃ³genes Queiroz</a> prenderam o todo poderoso <a title="Daniel Dantas Ã© o homem acima da lei?" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u95301.shtml" target="_blank">D. Dantas</a>, mas Gilmar Mendes, presidente do STJ, <a title="O Presidente Supremo mandou soltar Dantas" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u420927.shtml" target="_blank">mandou soltar</a>. SÃ£o questÃµes interpretativas justificadas por uma sÃ³ constituiÃ§Ã£o, mas vÃ¡rias justiÃ§as diferentes: a justiÃ§a federal, a opiniÃ£o pÃºblica e o supremo tribunal federal.</p>
<p>A opiniÃ£o pÃºblica envergonha-se, reclama direitos iguais. A justiÃ§a federal acusa, prende, prova e, de quebra, ganha os holofÃ³tes da mÃ­dia. O supremo veste-se com capas negras, bem acima de nÃ³s, e faz o que quiser.</p>
<p>Se Dantas for condenado a uma pena minimamente condizente com seus crimes, o episÃ³dio poderÃ¡ servir de precedente para que o Brasil se torne, de fato, um paÃ­s DemocrÃ¡tico.</p>
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		<title>O vegetarianismo e a vontade de mudar o mundo</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Jul 2008 17:44:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Botelho</dc:creator>
				<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[mundo]]></category>
		<category><![CDATA[vegetarianismo]]></category>
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		<category><![CDATA[libertaÃ§Ã£o animal]]></category>
		<category><![CDATA[meio-ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[saÃºde]]></category>

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		<description><![CDATA[AtÃ© hoje, muitos amigos me questionam se uma dieta vegetariana pode efetivamente ajudar a melhorar o mundo em que vivemos em Ã¢mbito ambiental e social. Eu sempre digo que nÃ£o sÃ³ pode como transcende essas questÃµes: o vegetarianismo prega o equilÃ­brio ecolÃ³gico &#8211; e a inerente preservaÃ§Ã£o do meio-ambiente -, o respeito indistinto pelos animais, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=capitulo2.wordpress.com&blog=3611532&post=36&subd=capitulo2&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>AtÃ© hoje, muitos amigos me questionam se uma dieta vegetariana pode efetivamente ajudar a melhorar o mundo em que vivemos em Ã¢mbito ambiental e social. Eu sempre digo que nÃ£o sÃ³ pode como transcende essas questÃµes: o <a title="Vegetarianismo" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Vegetarianism">vegetarianismo</a> prega o equilÃ­brio ecolÃ³gico &#8211; e a inerente preservaÃ§Ã£o do meio-ambiente -, o respeito indistinto pelos animais, uma melhor distribuiÃ§Ã£o alimentar e, nÃ£o obstante, o cuidado com a prÃ³pria saÃºde e bem-estar.</p>
<p>Cada um dos aspectos que me fizeram aderir uma dieta vegetariana no dia-a-dia certamente traria informaÃ§Ã£o para bem mais que um sÃ³ post. Contudo, minha idÃ©ia Ã© fomentar a discussÃ£o e pesquisas sobre o assunto. Por isso, abordarei cada um dos temas da maneira mais sucinta possÃ­vel.</p>
<p><strong>PreservaÃ§Ã£o do meio-ambiente</strong><br />
A preservaÃ§Ã£o do meio-ambiente Ã© assunto recorrente em praticamente todos os meios de comunicaÃ§Ã£o. O planeta estÃ¡ doente, tem cÃ¢ncer, e os culpados sÃ£o os outros. Decerto, as coisas nÃ£o deveriam ser assim. E ainda que nossa cultura seja a de explorar, produzir, consumir e descartar sem nenhum critÃ©rio, temos escolhas que nos permitem minimizar os impactos causados pelos interesses (econÃ´micos e culturais) de uma sociedade cada vez mais sedenta por regalias.</p>
<p>A criaÃ§Ã£o de gado Ã© uma importante fonte de poluiÃ§Ã£o. AlÃ©m dos recursos utilizados durante todo o processo (recursos hÃ­dricos, principalmente), os resÃ­duos e os gases gerados contaminam o solo, a Ã¡gua e o ar. Uma fazenda com 5 mil cabeÃ§as de gado, por exemplo, produz a quantidade de excrementos que produziria uma cidade com 50 mil humanos. Todos os dias, cada vaca produz cerca de 40 kg de esterco seco e cada porco produz entre 5 kg e 9 kg de urina e fezes. (fontes: <a title="Meat and the Environment" href="http://www.goveg.com/environment-pollution.asp" target="_blank">GoVeg</a> e <a title="United States Department of Agriculture" href="http://www.usda.gov/wps/portal/usdahome" target="_self">USDA</a>)</p>
<p>Entre 1990 e 2003, o rebanho bovino da AmazÃ´nia Legal cresceu 240% e passou de 26,6 milhÃµes para 64 milhÃµes de cabeÃ§as de gado. A taxa mÃ©dia de crescimento foi 10 vezes maior do que no restante do paÃ­s, respondendo por 33% do rebanho nacional. Segundo o MinistÃ©rio do Meio Ambiente, em 2007, 75% da Ã¡rea desmatada na AmazÃ´nia era ocupada pela pecuÃ¡ria. AtÃ© entÃ£o, jÃ¡ eram 70 milhÃµes de bovinos, e um terÃ§o estava no Mato Grosso. (fontes: <a title="IMAZON" href="http://www.imazon.org.br/publicacoes/publicacao.asp?id=376" target="_blank">IMAZON</a> e <a title="Natureba" href="http://www.natureba.com.br/desmatamento.htm" target="_blank">Natureba</a>)</p>
<p>A legislaÃ§Ã£o brasileira Ã© rigorosa com relaÃ§Ã£o Ã  poluiÃ§Ã£o industrial e a ocupaÃ§Ã£o ilegal da AmazÃ´nia. O grande problema, como em praticamente todos os casos, Ã© a falta de fiscalizaÃ§Ã£o, pois, a aplicaÃ§Ã£o das leis nÃ£o sÃ³ cercearia o desmatamento e a poluiÃ§Ã£o, mas inviabilizaria completamente a atividade &#8211; e nÃ£o hÃ¡ o menor interesse econÃ´mico nisso. Enquanto isso, o planeta sofre.</p>
<p><strong>Respeito pelos animais nÃ£o-humanos</strong><br />
<a title="Peter Singer" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Peter_Singer" target="_blank">Peter Singer</a>, em seu fenomenal livro &#8220;LibertaÃ§Ã£o Animal&#8221;, disse que certa vez, ao ser convidado para tomar cafÃ© na casa de um casal que dizia adorar animais, ofereceram-lhe um sanduÃ­che de presunto. Um paradoxo, nÃ£o fosse a atitude do casal tÃ£o natural.</p>
<p>Cachorros e gatos de estimaÃ§Ã£o sÃ£o seres <a title="SenciÃªncia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Sentience" target="_self">sencientes</a>, assim como o sÃ£o vacas, porcos e galinhas. Em outras palavras, a dor e o sofrimento podem ser experienciados por todos eles. AliÃ¡s, somente os animais (embora nem todos) podem ser sencientes, na medida em que, tanto quanto se sabe, sÃ£o os Ãºnicos seres vivos dotados de um sistema nervoso capaz de permitir a experiÃªncia do sofrimento.</p>
<p>Toda experiÃªncia dolorosa Ã© ruim para quem tem a capacidade de tÃª-la (salvo situaÃ§Ãµes em que, biologicamente, a dor pode servir como fuga, alerta ou via necessÃ¡ria para atingir um estado benÃ©fico de saÃºde). Isso posto, podemos dizer que todo ser senciente tem interesse evidente em evitar experiÃªncias que possam lhe causar dor ou sofrimento (fÃ­sico e psiquico).</p>
<p>Admitindo que nosso sistema nervoso Ã© muito semelhante ao de animais nÃ£o-humanos &#8211; igualmente sencientes -, podemos afirmar seguramente que eles podem experienciar dor e sofrimento semelhantes aos nossos. Por que, entÃ£o, continuamos tratando-os de maneira pouco racional, estÃºpida e injusta?</p>
<p>ChegarÃ¡ um dia em que o <a title="Especismo" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Speciesism" target="_blank">especismo</a> serÃ¡ considerado inaceitÃ¡vel, tal como jÃ¡ ocorreu, na maioria das sociedades, com o <a title="Sexismo" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Sexism" target="_blank">sexismo</a> e tambÃ©m com o <a title="Racismo" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Racism" target="_blank">racismo</a>. HÃ¡ ainda pelo menos 10 razÃµes que todos deveriam levar em consideraÃ§Ã£o antes de comer <a title="10 motivos para nÃ£o comer porcos" href="http://www.goveg.com/f-top10pigs.asp" target="_blank">porcos</a>, <a title="10 motivos para nÃ£o comer galinhas" href="http://www.goveg.com/f-top10chickens.asp" target="_blank">galinhas</a> e <a title="10 motivos para nÃ£o comer vacas" href="http://www.goveg.com/f-top10cows.asp" target="_blank">vacas</a>.</p>
<p><strong>DistribuiÃ§Ã£o alimentar e a fome no mundo</strong><br />
Nosso sistema de produÃ§Ã£o alimentar Ã© caro e ineficiente. A <a title="WorldWatch - Meat and Seafood (2008)" href="http://www.worldwatch.org/files/pdf/SOW08_chapter_5.pdf" target="_blank">produÃ§Ã£o de carne e frutos do mar</a> Ã© o mais custoso e nÃ£o Ã© capaz de alimentar nem metade da <a title="PopulaÃ§Ã£o Mundial" href="http://en.wikipedia.org/wiki/World_population" target="_blank">populaÃ§Ã£o mundial</a>, o que implica em preÃ§os que inviabilizam o acesso Ã s camadas mais pobres.</p>
<p>A quantidade de vegetais utilizados na alimentaÃ§Ã£o de animais nÃ£o-humanos que exploramos, criamos e matamos seria suficiente para dizimar a fome em todo o mundo.</p>
<p>No Brasil, quase metade dos cereais aqui produzidos sÃ£o destinados Ã  alimentaÃ§Ã£o de animais nÃ£o-humanos. O feijÃ£o, presente em quase todas as mesas brasileiras, cedeu terreno Ã  soja, que em quase sua totalidade Ã© exportada para alimentar animais de criaÃ§Ã£o, abate e corte. (fonte: <a title="ProduÃ§Ã£o de alimentos, degradaÃ§Ã£o ambiental e a fome" href="http://veginfos.wordpress.com/2008/07/04/producao-de-alimentos-degradacao-ambiental-e-fome/" target="_blank">veginfos</a>)</p>
<p>Enquanto isso, muitos seres humanos ainda <a title="Segundo a ONU, mais de dois milhÃµes de pessoas morrem de fome a cada dia" href="http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI708867-EI294,00.html" target="_blank">morrem de fome</a>. Membros de nossa prÃ³pria espÃ©cie, e ainda assim, nos mantemos intoleravelmente indiferentes Ã  eles. Mas, se levarmos em consideraÃ§Ã£o a indiferenÃ§a com que tratamos outros animais, apesar de lamentÃ¡vel, isso nÃ£o nos deveria causar espÃ©cie.</p>
<p><strong>BenefÃ­cios Ã  saÃºde</strong><br />
O consumo de carne estÃ¡ associado a vÃ¡rios problemas de saÃºde, sendo muitos deles de gravidade extrema, como cÃ¢nceres, problemas cardio-vasculares e obesidade. A despeito disso, uma dieta vegetariana trÃ¡s benefÃ­cios indizÃ­veis Ã  saÃºde humana. De fato, estudos comprovam que vegetarianos integrais (ou <a title="Veganismo" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Vegan" target="_blank">&#8220;vegans&#8221;</a>) possuem expectativa de vida bem superior aos nÃ£o-vegetarianos. (fontes: <a title="CÃ¢ncer no intestino" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u43483.shtml" target="_blank">BBC</a>, <a title="DoenÃ§as do coraÃ§Ã£o" href="http://www.accaoanimal.com/site/content/view/217/100/" target="_blank">AÃ§Ã£o Animal</a>, <a title="Sï¿½tio Veg" href="http://www.vegetarianismo.com.br/sitio/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=822&amp;Itemid=106" target="_blank">SÃ­tio Veg</a>)</p>
<p>Mas, reconhecidamente, essa Ã© uma matÃ©ria que ainda estÃ¡ aberta a discussÃµes. A indÃºstria da carne possui bons (?) argumentos para nos dizer que comer carne moderadamente faz muito bem Ã  saÃºde, como podemos ver <a title="Carne vermelha aumenta nossa disposiÃ§Ã£o?" href="http://minhavida.uol.com.br/MostraMateria20.vxlpub?codMateria=578" target="_blank">aqui</a> e <a title="A ingestÃ£o de carne previne doenÃ§as e atende a necessidades nutricionais?" href="http://www.sic.org.br/releases_saudenutricao.asp" target="_blank">aqui</a>, para citar algumas fontes contrÃ¡rias Ã quilo que defendi no parÃ¡grafo anterior.</p>
<p><strong>A vontade de mudar o mundo</strong><br />
O vegetarianismo nos ajuda a pensar num mundo mais Ã©tico, nos faz buscar um mundo melhor. Faz-nos enxergar diversas injustiÃ§as camufladas por nossa cultura e por pessoas cada vez menos interessadas pelo bem-estar de todos, cada vez mais preocupados com seus prÃ³prios umbigos.</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/capitulo2.wordpress.com/36/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/capitulo2.wordpress.com/36/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/capitulo2.wordpress.com/36/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/capitulo2.wordpress.com/36/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/capitulo2.wordpress.com/36/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/capitulo2.wordpress.com/36/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/capitulo2.wordpress.com/36/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/capitulo2.wordpress.com/36/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/capitulo2.wordpress.com/36/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/capitulo2.wordpress.com/36/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/capitulo2.wordpress.com/36/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/capitulo2.wordpress.com/36/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=capitulo2.wordpress.com&blog=3611532&post=36&subd=capitulo2&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Livro Livre</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Jul 2008 22:14:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Botelho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;O mundo Ã© uma grande biblioteca&#8221;. Esse Ã© o slogan do novo projeto de iniciativa do Jornal de Debates, chamado Livro Livre. A idÃ©ia Ã© difundir o hÃ¡bito da leitura e, obviamente, formar novos leitores.
O projeto prega que nÃ£o devemos nos apegar aos livros, mas Ã s suas idÃ©ias; ao conhecimento e cultura por ele transmitido. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=capitulo2.wordpress.com&blog=3611532&post=34&subd=capitulo2&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>&#8220;O mundo Ã© uma grande biblioteca&#8221;. Esse Ã© o slogan do novo projeto de iniciativa do <a title="Jornal de Debates" href="http://www.jornaldedebates.ig.com.br/canal/flip" target="_blank">Jornal de Debates</a>, chamado <a title="Livro Livre" href="http://www.livrolivre.art.br/" target="_blank">Livro Livre</a>. A idÃ©ia Ã© difundir o hÃ¡bito da leitura e, obviamente, formar novos leitores.</p>
<p>O projeto prega que nÃ£o devemos nos apegar aos livros, mas Ã s suas idÃ©ias; ao conhecimento e cultura por ele transmitido. Depois disso, devemos &#8220;passÃ¡-lo adiante&#8221; para que outras pessoas faÃ§am o mesmo, num processo Ãºnico e sem fim previsÃ­vel.</p>
<p>Ou seja, se vocÃª leu um livro que gostou muito e gostaria que outras pessoas tambÃ©m o lessem, vÃ¡ atÃ© o <a title="Livro Livre" href="http://www.livrolivre.art.br/" target="_blank">Livro Livre</a>, cadastre-o, cole a etiqueta sugerida pelo projeto e, em seguida, deixe-o em um local pÃºblico &#8211; de preferÃªncia com bastante movimento &#8211; para que outras pessoas possam pegÃ¡-lo.</p>
<p>O conceito vem do <a title="BookCrossing" href="http://bookcrossing.com/" target="_blank">BookCrossing</a>, que jÃ¡ possui quase 500 milhÃµes de livros registrados por seus quase 700 mil membros. Isso tudo em sete anos de existÃªncia. Vamos torcer (e contribuir, principalmente) para que o projeto dÃª certo tambÃ©m aqui no Brasil.</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/capitulo2.wordpress.com/34/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/capitulo2.wordpress.com/34/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/capitulo2.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/capitulo2.wordpress.com/34/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/capitulo2.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/capitulo2.wordpress.com/34/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/capitulo2.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/capitulo2.wordpress.com/34/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/capitulo2.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/capitulo2.wordpress.com/34/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/capitulo2.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/capitulo2.wordpress.com/34/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=capitulo2.wordpress.com&blog=3611532&post=34&subd=capitulo2&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Um sistema em crise</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jun 2008 22:41:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Botelho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A economia mundial nÃ£o pÃ¡ra de crescer. Isso Ã© sabido. O que alguns provavelmente nÃ£o saibam sÃ£o os meios mais comuns do crescimento: a estimulaÃ§Ã£o do consumo. As pessoas estÃ£o consumindo cada vez mais, produtos que duram cada vez menos. Compram produtos que fazem a mesma coisa, para resolver problemas que nÃ£o existiam; para satisfazer [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=capitulo2.wordpress.com&blog=3611532&post=30&subd=capitulo2&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>A economia mundial nÃ£o pÃ¡ra de crescer. Isso Ã© sabido. O que alguns provavelmente nÃ£o saibam sÃ£o os meios mais comuns do crescimento: a estimulaÃ§Ã£o do consumo. As pessoas estÃ£o consumindo cada vez mais, produtos que duram cada vez menos. Compram produtos que fazem a mesma coisa, para resolver problemas que nÃ£o existiam; para satisfazer prazeres criados pela prÃ³pria indÃºstria.</p>
<p>Como mostra o vÃ­deo abaixo, esse Ã© um sistema linear cÃ­clico (explorar, produzir, consumir, descartar), em um mundo finito. NÃ£o hÃ¡ a menor possibilidade de continuarmos dessa maneira. As pessoas precisam mudar suas atitudes. Precisam entender que o sistema em que vivemos nÃ£o funciona e estÃ¡ sufocando nosso planeta.</p>
<p>Nesse post, nÃ£o me estenderei. Mas, por ser um assunto recorrente, cada vez mais discutido em nossa sociedade, Ã© bem provÃ¡vel que eu volte mais tarde com mais de minhas frustraÃ§Ãµes.</p>
<p>O vÃ­deo abaixo, intitulado <a title="Story of stuff" href="http://www.storyofstuff.com/" target="_blank"><strong>&#8220;A histÃ³ria das coisas&#8221;</strong></a>, Ã© fÃ¡cil de entender. Possui apenas 20 minutos (de informaÃ§Ã£o efetiva) e vale muito a pena. No <a title="A HistÃ³ria das Coisas no Google Video" href="http://video.google.com/videoplay?docid=-3412294239230716755" target="_blank">Google Video</a> &#8211; e tambÃ©m aqui, basta dar o <em>play</em> aÃ­ embaixo &#8211; Ã© possÃ­vel assistir com legendas em portuguÃªs.</p>
<p style="text-align:center;"><span style='text-align:center;display:block;'><object width='400' height='330' type='application/x-shockwave-flash' data='http://video.google.com/googleplayer.swf?docId=-3412294239230716755'><param name='allowScriptAccess' value='never' /><param name='movie' value='http://video.google.com/googleplayer.swf?docId=-3412294239230716755'/><param name='quality' value='best'/><param name='bgcolor' value='#ffffff' /><param name='scale' value='noScale' /><param name='wmode' value='window'/></object></span></p>
<p>Caso queiram se aprofundar nas origens do sistema em que vivemos, recomendo que assistam ao documentÃ¡rio <strong><a title="Zeitgeist" href="http://www.zeitgeistmovie.com/" target="_blank">Zeitgeist</a></strong>. Trata-se um filme extremamente reflexivo, investigativo e instigante. Ele tambÃ©mÂ  pode ser visto com legendas em portuguÃªs no Google Video, atravÃ©s <a title="Zeitgeist em PortugÃªs" href="http://video.google.com/videoplay?docid=-2282183016528882906" target="_blank">deste link</a>.</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/capitulo2.wordpress.com/30/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/capitulo2.wordpress.com/30/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/capitulo2.wordpress.com/30/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/capitulo2.wordpress.com/30/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/capitulo2.wordpress.com/30/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/capitulo2.wordpress.com/30/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/capitulo2.wordpress.com/30/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/capitulo2.wordpress.com/30/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/capitulo2.wordpress.com/30/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/capitulo2.wordpress.com/30/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/capitulo2.wordpress.com/30/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/capitulo2.wordpress.com/30/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=capitulo2.wordpress.com&blog=3611532&post=30&subd=capitulo2&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>As origens do Socialismo</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Jun 2008 02:42:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Botelho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Thomas More, que viveu entre 1478 e 1535, em sua obra entitulada &#8220;Utopia&#8221; &#8211; termo por ele inventado -, descreve uma sociedade organizada, racional. Fala sobre igualdade, distribuiÃ§Ã£o de propriedades e de forÃ§a de trabalho igualitÃ¡rios. Ainda que na forma de um romance, foi um dos primeiros a esboÃ§ar a idÃ©ia de Socialismo tal como [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=capitulo2.wordpress.com&blog=3611532&post=29&subd=capitulo2&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a title="Thomas More" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Thomas_More" target="_blank">Thomas More</a>, que viveu entre 1478 e 1535, em sua obra entitulada &#8220;Utopia&#8221; &#8211; termo por ele inventado -, descreve uma sociedade organizada, racional. Fala sobre igualdade, distribuiÃ§Ã£o de propriedades e de forÃ§a de trabalho igualitÃ¡rios. Ainda que na forma de um romance, foi um dos primeiros a esboÃ§ar a idÃ©ia de Socialismo tal como o que outros pensadores fariam mais tarde.</p>
<p>Podemos encontrar em ensaios como os de PlatÃ£o, ou em livros de histÃ³ria do ImpÃ©rio Romano, idÃ©ias, pensamentos e passagens que nos remetem Ã  sociedades vivendo indistintamente entre si. Mas ninguÃ©m, atÃ© entÃ£o, havia esboÃ§ado um sistema polÃ­tico-social igualitÃ¡rio. Nem mesmo PlatÃ£o e sua <a title="A RepÃºblica, de PlatÃ£o" href="http://www.ime.usp.br/~rudini/filos.platao.htm" target="_blank">&#8220;A RepÃºblica&#8221;</a>.</p>
<p>As teorias socialistas surgem como reaÃ§Ã£o Ã  desigualdade observada nas sociedades capitalistas a partir de meados do sÃ©culo XVIII -, mas principalmente a partir do sÃ©culo XIX, com o avanÃ§o da <a title="RevoluÃ§Ã£o Industrial" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_Industrial" target="_blank">RevoluÃ§Ã£o Industrial</a> mundo afora. Todas as teorias objetivavam a vida social harmoniosa, que sÃ³ poderia ser atingida atravÃ©s de mudanÃ§as radicais no mundo como se afigurava.</p>
<p>Toda e qualquer idÃ©ia Socialista anterior ao sÃ©culo XIX foi denominada de <a title="Socialismo UtÃ³pico" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Socialismo_Ut%C3%B3pico" target="_blank">Socialismo UtÃ³pico</a>. O <a title="Socialismo CientÃfico" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Socialismo_cient%C3%ADfico" target="_blank">Socialismo CientÃ­fico</a> foi desenvolvido por Marx e Engels &#8211; e tambÃ©m Ã© conhecido como Socialismo Marxista. Diferentemente do Socialismo UtÃ³pico, este apresenta uma anÃ¡lise crÃ­tica e profunda da realidade polÃ­tica e econÃ´mica, da evoluÃ§Ã£o da histÃ³ria, das sociedades e, nÃ£o obstante, do <a title="Capitalismo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Capitalismo" target="_blank">Capitalismo</a>.</p>
<p>Politicamente, o Socialismo surge nÃ£o como uma maneira de acabar com o Estado. Muito pelo contrÃ¡rio. Como em qualquer sistema de classes, o Estado Ã© parte fundamental, pois precisa garantir a ordem e o domÃ­nio das classes. No Capitalismo, o Estado possui uma estrutura que visa favorecer o domÃ­nio dos que detÃ©m a maior parte em dinheiro, os empresÃ¡rios; os proprietÃ¡rios. No Socialismo marxista, o domÃ­nio estatal devia ser dos trabalhadores.</p>
<p><a title="Cadernos de FormaÃ§Ã£o Marxista" href="http://capitulo2.wordpress.com/2008/06/24/cadernos-de-formacao-marxista/" target="_blank">Como dito anteriormente</a>, Karl Marx nÃ£o defendia a idÃ©ia de que o Socialismo era o sistema ideal. Mas era via obrigatÃ³ria para o supra-sumo dos sistemas sÃ³cio-polÃ­ticos. Para se chegar a ele, o proletariado nÃ£o deveria ser reduzido, mas abolido. Assim como o trabalho assalariado, fazendo com que toda a produÃ§Ã£o econÃ´mica se adequasse Ã s necessidades da populaÃ§Ã£o. Esse, segundo Marx, era o caminho para o <a title="Comunismo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Comunismo" target="_blank">Comunismo</a>.</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/capitulo2.wordpress.com/29/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/capitulo2.wordpress.com/29/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/capitulo2.wordpress.com/29/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/capitulo2.wordpress.com/29/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/capitulo2.wordpress.com/29/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/capitulo2.wordpress.com/29/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/capitulo2.wordpress.com/29/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/capitulo2.wordpress.com/29/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/capitulo2.wordpress.com/29/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/capitulo2.wordpress.com/29/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/capitulo2.wordpress.com/29/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/capitulo2.wordpress.com/29/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=capitulo2.wordpress.com&blog=3611532&post=29&subd=capitulo2&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Cadernos de formaÃ§Ã£o Marxista</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jun 2008 00:21:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Botelho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Entre 1894 e 1917, o Czar da RÃºssia foi Nicolau II, tambÃ©m o Ãºltimo da histÃ³ria. Ã€ Ã©poca, a RÃºssia vivia em situaÃ§Ã£o de extrema pobreza e desigualdade social &#8211; cerca de 90% da populaÃ§Ã£o nÃ£o sabia ler e escrever; estavam totalmente entregues aos senhores feudais da Ã©poca. Seu antecessor, Alexandre III, retomou com vigor [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=capitulo2.wordpress.com&blog=3611532&post=27&subd=capitulo2&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Entre 1894 e 1917, o Czar da RÃºssia foi <a title="Nicolau II, Czar Russo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nicolau_II_da_R%C3%BAssia" target="_blank">Nicolau II</a>, tambÃ©m o Ãºltimo da histÃ³ria. Ã€ Ã©poca, a RÃºssia vivia em situaÃ§Ã£o de extrema pobreza e desigualdade social &#8211; cerca de 90% da populaÃ§Ã£o nÃ£o sabia ler e escrever; estavam totalmente entregues aos senhores feudais da Ã©poca. Seu antecessor, Alexandre III, retomou com vigor um regime monÃ¡rquico absolutista, praticamente anulando todos os benefÃ­cios proporcionados ao povo por Alexandre II, seu pai.</p>
<p>Nicolau II foi quem facilitou a entrada de capitais estrangeiros para promover a industrializaÃ§Ã£o do paÃ­s. O Capitalismo Russo iniciava uma forte ascensÃ£o, amparado por uma classe operaria de aproximadamente trÃªs milhÃµes de pessoas, que recebiam salÃ¡rios miserÃ¡veis e eram submetidas a jornadas de 12 a 16 horas diÃ¡rias de trabalho.</p>
<p>Junto do capital estrangeiro, vieram novas correntes polÃ­ticas que, paradoxalmente, batiam de frente com a polÃ­tica do governo Russo. A condiÃ§Ã£o insustentÃ¡vel do paÃ­s, principalmente devido Ã  exploraÃ§Ã£o operÃ¡ria, foi a motivadora para que correntes e ideais socialistas florecessem. Dentre as principais, destacava-se a corrente inspirada no marxismo: a do <a title="Partido OperÃ¡rio Social-Democrata Russo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Partido_Oper%C3%A1rio_Social-Democrata_Russo" target="_blank">Partido OperÃ¡rio Social-Democrata Russo</a>. Cinco anos apÃ³s a fundaÃ§Ã£o do partido, conflitos internos de ideais culminaram na divisÃ£o entre os Partidos <a title="Menchevique" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Menchevique" target="_blank">Mencheviques</a> e <a title="Bolcheviques, liderados por Lenin" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bolcheviques" target="_blank">Bolcheviques</a>. Este Ãºltimo, liderado por <a title="Lenin" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lenin" target="_blank">Lenin</a>.</p>
<p>Os bolcheviques defendiam uma mudanÃ§a radical de polÃ­tica para seu povo, defendendo uma revoluÃ§Ã£o socialista armada, caso necessÃ¡rio. Os mencheviques defendiam uma revoluÃ§Ã£o moderada, permitindo primeiro a democracia e sÃ³ depois o socialismo.</p>
<p>Nessa Ã©poca, o primeiro movimento espontÃ¢neo, de cunho social e anti-governamental, e que se espalhou por toda a Russia, foi a chamada <a title="Revolta Russa" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolta_de_1905" target="_blank">&#8220;Revolta Russa de 1905&#8243;</a>, que deu-se logo apÃ³s o tÃ©rmino da guerra com o JapÃ£o, sustentada pela disputa de territÃ³rio na CorÃ©ia e na ManchÃºria. O exÃ©rcito Russo teve desempenho desastroso, o que culminou na falta de confianÃ§a no impÃ©rio por parte do povo. O principal acontecimento dessa revolta ficou conhecido como <a title="Domingo Sangrento" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_Russa_de_1905#Domingo_Sangrento" target="_blank">&#8220;Domingo sangrento&#8221;</a>. A revolta terminou com um massacre do povo. Posteriormente, Lenin disse que ela serviu como um<em> ensaio geral para a RevoluÃ§Ã£o Russa de 1917</em>.</p>
<p>Estoura, entÃ£o, a <a title="Primeira Guerra Mundial" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Primeira_Guerra_Mundial" target="_blank">Primeira Guerra Mundial</a>, onde a Russia sofreu severas derrotas nos combates com os AlemÃ£es. A guerra, obviamente, cerceou ainda mais a distribuiÃ§Ã£o de alimentos e medicamentos, provocando uma enorme crise no jÃ¡ debilitado governo Russo. O povo, novamente, se revolta. No dia 2 de MarÃ§o de 1917, Nicolau II abdica o trono. Treze dias depois, forÃ§as polÃ­ticas de oposiÃ§Ã£o (basicamente composta de socialistas) assassinam Nicolau II e sua familia. Era o inÃ­cio da <a title="RevoluÃ§Ã£o Russa de 1917" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_Russa_de_1917" target="_blank">RevoluÃ§Ã£o Russa</a>.</p>
<p>Os ideais socialistas, algumas das teorias de Marx e Engels postas em prÃ¡tica, manobras polÃ­ticas, guerra civÃ­l, ascensÃ£o ao poder. Tudo isso Ã© possÃ­vel de ser observado durante a revoluÃ§Ã£o e, principalmente, depois dela, quando Lenin persegue a criaÃ§Ã£o de uma Ditadura e, posteriormente, Stalin consegue atingi-la. Ã‰ provÃ¡vel que eu volte a falar especificamente disso num futuro prÃ³ximo.</p>
<p>O site <a title="Vermelho.org" href="http://www.vermelho.org.br/" target="_blank">vermelho.org</a> possui uma Ã¡rea entitulada <a title="Cadernos de FormaÃ§Ã£o Marxista" href="http://www.vermelho.org.br/pcdob/secretarias/formacao/default.asp" target="_blank">&#8220;Cadernos de FormaÃ§Ã£o Marxista&#8221;</a>, a qual divulga algumas das publicaÃ§Ãµes de <a title="Karl Marx" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Karl_Marx" target="_blank">Karl Marx</a> e <a title="Friedrich Engels" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Friedrich_Engels" target="_blank">Friedrich Engels</a>, os fundadores do Socialismo, alÃ©m de obras de Lenin, revolucionÃ¡rio Russo, lÃ­der do Partido Comunista e principal responsÃ¡vel pela RevoluÃ§Ã£o Russa, fortemente sustentada pelos ideais Marxistas.</p>
<p>Apesar de polÃªmica, a obra de Karl Marx Ã© de referÃªncia praticamente obrigatÃ³ria nos estudos das sociedades (em Ã¢mbito polÃ­tico, principalmente) atuais. Antes de tudo, Marx foi um revolucionÃ¡rio, mas teve influÃªncia no campo filosÃ³fico, tendo sido considerado, ao lado de nomes como Kant e Hegel, um grande filÃ³sofo alemÃ£o. Um dos maiores pensadores de todos os tempos.</p>
<p>Marx nÃ£o acreditava que o Socialismo era a soluÃ§Ã£o para todos os problemas. Era apenas um estado intermediÃ¡rio para o Comunismo &#8211; este sim seria o sistema justo e definitivo. PorÃ©m, o Comunismo, segundo suas prÃ³prias palavras, Ã© impensÃ¡vel sem antes estabelecermos uma sociedade Socialista.</p>
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