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Sinceridade

Não foram poucas as vezes, devo confessar, que ouvi de amigos e conhecidos a máxima “eu sou sincero”. E ainda, em situações onde parece sempre cair bem, “desculpe pela sinceridade, mas (…)”. Nunca julguei ninguém por isso. Hoje quero dizer algumas palavras acerca do que penso sobre sinceridade. E verdade.

Em geral, temos o hábito de confundir verdade com sinceridade. Verdade, em uma definição livre, seria tudo aquilo que é puro em sua essência – seja bom, seja ruim. Sinceridade é muito mais que uma extensão de sentido. Ela pode vir a ser a exteorização daquilo que aceitamos como verdade – seja igualmente boa ou ruim.

Para algumas pessoas, a verdade e a sinceridade formam algo incivil. De fato, verdades costumam machucar, mas o que efetivamente as agrava é o modo como elas são exteorizadas. Se uma pessoa aparece com um relógio novo e outrem, de supetão, diz “com toda a sinceridade” que o achou feio, o que dizer? Ela foi apenas sincera, como se diz.

É evidente que a falta de sensibilidade anuvia o brilho de ser verdadeiro e sincero. Uma ação edificante, aniquilada por outra irremediavelmente destrutiva.

Deveria uma pessoa, em dado momento, falsear para não ferir alguém? Não. Devemos, sim, aprender a nos comunicar mais respeitosamente. Devemos aprimorar e evoluir moralmente, mudando, quiça, nossa índole. Ser verdadeiro e sincero são atributos louváveis quando aliados a condutas dignas. Assim, podemos evitar verdades desastrosas, omissões desfiguradas e mentiras descabidas.

Certas verdades continuarão incomodando, ferindo e modelando nossa moral. E nem por isso (ou talvez justamente por isso) devemos sacar do nosso dia-a-dia toda sinceridade de que pessoas livres necessitam.

Como disse Thoreau, “mais que amor, dinheiro, fé, fama, justiça, dê-me verdade”, sem parcimônia, mas com polidez, respeito e educação.

A ganância do ser humano

O mundo inteiro sofre com três crises capitais e de grande amplitude: a crise financeira, a crise energética e a crise alimentar. Essas crises não segregam uma e outra. Pelo contrário, elas combinam e confluem-se. E na busca por uma saída, acabam evidenciando o que provavelmente há de mais sinistro em todo esse sistema: a ganância do ser humano.

As instituições mais endinheiradas sofrem com perdas estimadas em 330 bilhões de dólares até o momento – e contando. O FMI (nada menos que o “Fundo Monetário Internacional”) diz que para sair dessa crise serão necessários 950 bilhões de dólares (a título de comparação: quase metade de todo o PIB brasileiro). E esse dinheiro deverá sair deles mesmos, num processo cíclico e desonesto. Mas não em sua totalidade.

Parte do dinheiro para ocultar a crise virá de países como o Níger, um dos países mais pobres do mundo e que vive em constante estado de guerra civíl. O motivo? Sua abundante riqueza. Transnacionais impiedosamente exploram seu território em busca de urânio, fazendo de Níger o terceiro maior produtor desse metal em todo o planeta. E as pessoas que são naturalmente donas daquelas terras, como é que ficam? Ficam na mesma: alguém tem que perder no sistema em que vivemos.

Fica claro, nesse ponto, que aquilo que me incomoda não é a crise financeira em si. Mas as crises sociais invariavelmente deflagradas por ela. Não consigo digerir a falta de comprometimento das pessoas com seus iguais. Por que tanta ganância e, da outra parte, submissão? Por que não há revolta mesmo sabendo que 80% da riqueza do mundo está concentrada em 20% da população?

Simples: porque não há crise alguma. O povo não reage porque não há crise, não precisamos nos preocupar pois vivemos tal como quis nosso destino, ou nosso(s) deus(es), ou nossos administradores. E somos subservientes a todos eles.

Na opinião de um amigo meu, a única maneira de fazermos o Capitalismo vergar-se é deixando que ele se autodestrua. Isso porque trata-se de um sistema virtualmente perfeito, ainda que uns e outros – como Marx, que em seu fabuloso O Capital disse que “se o capital se distribuísse em partes iguais entre todos os indivíduos da sociedade, ninguém teria interesse em acumular mais capital do que pudesse empregar por si mesmo” – tentem dizer o contrário.

Durma-se bem com tudo isso.

Para além da Constituição e de suas interpretações

No Brasil, as coisas invariavelmente acontecem assim: pobre que rouba vai pra cadeia. Rico que mata, tira a vida de um ser humano e confessa o crime, fica em liberdade. Não que o pobre – em questão, uma empregada doméstica, desempregada, mãe de duas crianças, rebento de um sistema falho (?), onde pessoas sofrem para se alimentar – tenha que ficar em liberdade. Seria uma injustiça para com aqueles que precisam pagar pra ter em suas mesas um singelo pote de manteiga.

A constituição brasileira mudou sete vezes até hoje: Império, República, Revolução de 1930, Estado Novo, Constituição de 1946, Ditadura Militar e Redemocratização. O típico caso em que “se muda tudo para continuar a mesma coisa”. Não que nada tenha mudado. A constituição, a lei escrita, mudou. Os privilégios é que não mudaram.

Em nossa história, dificilmente encontraremos pessoas influentes, ricas, poderosas, culpadas e castigadas. Esse cenário me é tão distante quanto o mundo idealizado por Mahatma Gandhi, que de seus ensinamentos fora retirada a expressão Satyagraha, que em sanscrito quer dizer algo como “busca pela verdade”. Gandhi, que idealizou uma sociedade fundamentada em leis que estivessem verdadeiramente comprometidas com a coletividade, foi homenageado pela Polícia Federal e sua Operação Satiagraha. O caso mais recente de nossa breve história.

Nesse caso, temos Daniel Dantas, a Polícia Federal e o Supremo Tribunal de Justiça. A PF e o aparentemente sério delegado Protógenes Queiroz prenderam o todo poderoso D. Dantas, mas Gilmar Mendes, presidente do STJ, mandou soltar. São questões interpretativas justificadas por uma só constituição, mas várias justiças diferentes: a justiça federal, a opinião pública e o supremo tribunal federal.

A opinião pública envergonha-se, reclama direitos iguais. A justiça federal acusa, prende, prova e, de quebra, ganha os holofótes da mídia. O supremo veste-se com capas negras, bem acima de nós, e faz o que quiser.

Se Dantas for condenado a uma pena minimamente condizente com seus crimes, o episódio poderá servir de precedente para que o Brasil se torne, de fato, um país Democrático.

O vegetarianismo e a vontade de mudar o mundo

Até hoje, muitos amigos me questionam se uma dieta vegetariana pode efetivamente ajudar a melhorar o mundo em que vivemos em âmbito ambiental e social. Eu sempre digo que não só pode como transcende essas questões: o vegetarianismo prega o equilíbrio ecológico – e a inerente preservação do meio-ambiente -, o respeito indistinto pelos animais, uma melhor distribuição alimentar e, não obstante, o cuidado com a própria saúde e bem-estar.

Cada um dos aspectos que me fizeram aderir uma dieta vegetariana no dia-a-dia certamente traria informação para bem mais que um só post. Contudo, minha idéia é fomentar a discussão e pesquisas sobre o assunto. Por isso, abordarei cada um dos temas da maneira mais sucinta possível.

Preservação do meio-ambiente
A preservação do meio-ambiente é assunto recorrente em praticamente todos os meios de comunicação. O planeta está doente, tem câncer, e os culpados são os outros. Decerto, as coisas não deveriam ser assim. E ainda que nossa cultura seja a de explorar, produzir, consumir e descartar sem nenhum critério, temos escolhas que nos permitem minimizar os impactos causados pelos interesses (econômicos e culturais) de uma sociedade cada vez mais sedenta por regalias.

A criação de gado é uma importante fonte de poluição. Além dos recursos utilizados durante todo o processo (recursos hídricos, principalmente), os resíduos e os gases gerados contaminam o solo, a água e o ar. Uma fazenda com 5 mil cabeças de gado, por exemplo, produz a quantidade de excrementos que produziria uma cidade com 50 mil humanos. Todos os dias, cada vaca produz cerca de 40 kg de esterco seco e cada porco produz entre 5 kg e 9 kg de urina e fezes. (fontes: GoVeg e USDA)

Entre 1990 e 2003, o rebanho bovino da Amazônia Legal cresceu 240% e passou de 26,6 milhões para 64 milhões de cabeças de gado. A taxa média de crescimento foi 10 vezes maior do que no restante do país, respondendo por 33% do rebanho nacional. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, em 2007, 75% da área desmatada na Amazônia era ocupada pela pecuária. Até então, já eram 70 milhões de bovinos, e um terço estava no Mato Grosso. (fontes: IMAZON e Natureba)

A legislação brasileira é rigorosa com relação à poluição industrial e a ocupação ilegal da Amazônia. O grande problema, como em praticamente todos os casos, é a falta de fiscalização, pois, a aplicação das leis não só cercearia o desmatamento e a poluição, mas inviabilizaria completamente a atividade – e não há o menor interesse econômico nisso. Enquanto isso, o planeta sofre.

Respeito pelos animais não-humanos
Peter Singer, em seu fenomenal livro “Libertação Animal”, disse que certa vez, ao ser convidado para tomar café na casa de um casal que dizia adorar animais, ofereceram-lhe um sanduíche de presunto. Um paradoxo, não fosse a atitude do casal tão natural.

Cachorros e gatos de estimação são seres sencientes, assim como o são vacas, porcos e galinhas. Em outras palavras, a dor e o sofrimento podem ser experienciados por todos eles. Aliás, somente os animais (embora nem todos) podem ser sencientes, na medida em que, tanto quanto se sabe, são os únicos seres vivos dotados de um sistema nervoso capaz de permitir a experiência do sofrimento.

Toda experiência dolorosa é ruim para quem tem a capacidade de tê-la (salvo situações em que, biologicamente, a dor pode servir como fuga, alerta ou via necessária para atingir um estado benéfico de saúde). Isso posto, podemos dizer que todo ser senciente tem interesse evidente em evitar experiências que possam lhe causar dor ou sofrimento (físico e psiquico).

Admitindo que nosso sistema nervoso é muito semelhante ao de animais não-humanos – igualmente sencientes -, podemos afirmar seguramente que eles podem experienciar dor e sofrimento semelhantes aos nossos. Por que, então, continuamos tratando-os de maneira pouco racional, estúpida e injusta?

Chegará um dia em que o especismo será considerado inaceitável, tal como já ocorreu, na maioria das sociedades, com o sexismo e também com o racismo. Há ainda pelo menos 10 razões que todos deveriam levar em consideração antes de comer porcos, galinhas e vacas.

Distribuição alimentar e a fome no mundo
Nosso sistema de produção alimentar é caro e ineficiente. A produção de carne e frutos do mar é o mais custoso e não é capaz de alimentar nem metade da população mundial, o que implica em preços que inviabilizam o acesso às camadas mais pobres.

A quantidade de vegetais utilizados na alimentação de animais não-humanos que exploramos, criamos e matamos seria suficiente para dizimar a fome em todo o mundo.

No Brasil, quase metade dos cereais aqui produzidos são destinados à alimentação de animais não-humanos. O feijão, presente em quase todas as mesas brasileiras, cedeu terreno à soja, que em quase sua totalidade é exportada para alimentar animais de criação, abate e corte. (fonte: veginfos)

Enquanto isso, muitos seres humanos ainda morrem de fome. Membros de nossa própria espécie, e ainda assim, nos mantemos intoleravelmente indiferentes à eles. Mas, se levarmos em consideração a indiferença com que tratamos outros animais, apesar de lamentável, isso não nos deveria causar espécie.

Benefícios à saúde
O consumo de carne está associado a vários problemas de saúde, sendo muitos deles de gravidade extrema, como cânceres, problemas cardio-vasculares e obesidade. A despeito disso, uma dieta vegetariana trás benefícios indizíveis à saúde humana. De fato, estudos comprovam que vegetarianos integrais (ou “vegans”) possuem expectativa de vida bem superior aos não-vegetarianos. (fontes: BBC, Ação Animal, Sítio Veg)

Mas, reconhecidamente, essa é uma matéria que ainda está aberta a discussões. A indústria da carne possui bons (?) argumentos para nos dizer que comer carne moderadamente faz muito bem à saúde, como podemos ver aqui e aqui, para citar algumas fontes contrárias àquilo que defendi no parágrafo anterior.

A vontade de mudar o mundo
O vegetarianismo nos ajuda a pensar num mundo mais ético, nos faz buscar um mundo melhor. Faz-nos enxergar diversas injustiças camufladas por nossa cultura e por pessoas cada vez menos interessadas pelo bem-estar de todos, cada vez mais preocupados com seus próprios umbigos.

Temporada de caça às bruxas?

O TSE já disse que vai permitir a candidatura de candidatos com ficha suja, desde que não tenham sido condenados em última instância (Supremo Tribunal Federal). Ou seja, qualquer um poderá se candidatar.

Tudo bem, mas, pelo menos a lista das sujeiras feitas pelos candidatos serão divulgadas ao grande público, certo? Errado. Nem isso o TSE confirmou, até o presente momento. O presidente do tribunal, o ministro Carlos Ayres Britto, disse que eles estão estudando forma de divulgar esses dados. Uma das idéias em estudo é publicá-los no site do próprio TSE ou nos sites dos TREs, como no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo.

Eu acho isso tudo um absurdo. Não deveriam ser aceitas candidaturas de ninguém que já tenha sido condenado em primeira ou segunda instância. Em última instância, político algum é condenado. Em última instância, instituições são condenadas. Pessoas e principalmente políticos, não são. O pior é que não há nenhuma explicação “que dê para engolir” sobre a não barração de candidatos sujos.

Felizmente, nem todo mundo dá de ombros para esse tipo de coisa. O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral apresentou, nesta segunda-feira, dia 16 de Junho, o texto de um projeto de lei de iniciativa popular que visa impedir candidaturas de quem já tenha sido condenado em primeira ou segunda instância, ou cuja denúncia, apresentada pelo Ministério Público, tenha sido aceita.

É o tipo de movimento que nos faz acreditar que alguma coisa ainda pode mudar. O projeto é excelente, a proposta é absolutamente democrática e tem como base tudo o que a sociedade quer: transparência. Uma candidatura minimamente transparente.

O que podemos fazer politicamente pelo Brasil – Parte II

Sobre a manipulação midiática

“Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.”
Paulo Henrique Amorim

Quando chega a época de eleições, é comum ver notícias e matérias inteiras com falácias a respeito de candidatos e partidos políticos que não agradam ou não oferecem vantagem aos editores, donos e lobistas de instituições de cunho informativo – como jornais, revistas e periódicos – que não respeitam o princípio da imparcialidade.

A informação é um importante instrumento de formação. Justamente por isso, devemos submeter à rigorosa análise tudo a que somos expostos antes mesmo de levar algo em consideração. Em alguns casos, é fácil identificar o toque manipulador da mídia (como na famosa edição “melhores momentos de Collor X piores momentos do Lula”, feita pela TV Globo, em 1989). Em outros, no entanto, a mídia demonstra poder, oportunismo e facilidade de “manipulação obscura” desmedidos.

Para citar um só exemplo, recorro à matéria recentemente publicada pelo jornal O Globo, na qual eles analisam o relatório feito pela Anistia Internacional sobre o Brasil. A matéria discorre sobre os vários problemas sociais apontados no relatório e destaca um só culpado: o PAC – Programa de Aceleração do Crescimento -, nada menos que o principal sustentáculo da política do governo Lula.

A manchete – “Anistia: PAC pode ameaçar direitos humanos” – já diz muito sobre esse tipo de notícia. Todas as outras análises desse mesmo relatório (que pude ler) falam sobre os problemas relacionados à segurança pública, discriminação indígena, impunidade, condições desumanas de trabalho em canaviais e também sobre violência contra mulheres. Todos esses são tópicos do relatório. Vocês acham que os malefícios atribuídos ao PAC, com relação aos direitos humanos, são mais importante que qualquer um desses assuntos? Por quê? Pois é.

Não acho ruim uma matéria, ainda que feita por um veículo reconhecidamente parcial, “desmascarar” partidos e políticos por aí afora. Mas chega uma hora em que até a mais bem intencionada das matérias parece não ter o mínimo de credibilidade. O brasileiro está demasiado exposto a todo o tipo de manipulação midiática possível. E isso se torna mais evidente em época de eleição.

A esmagadora maioria dos veículos de comunicação brasileiros está nas mãos de umas poucas famílias sem nenhuma responsabilidade ética. O respeito aos leitores, ouvintes e telespectadores vem logo atrás do interesse financeiro.

Não me considero uma pessoa ingênua. A imparcialidade dificilmente será encontrada em algum veículo de comunicação brasileiro. Por isso, todo cuidado é pouco na hora de sustentar uma opinião (ou transformá-la em voto) a partir de notícias que visam nos manipular.

Carteira de estudante

Será que o jovem brasileiro aceita a corrupção dos nossos políticos porque também estão corrompendo? Um exemplo já bastante comentado: carteira de estudante. Muitos dos que já fraudaram vão dizer que foram motivados pelos valores praticados pelos eventos culturais – cinema, teatro, shows etc.

Eu não discuto que os valores são muito altos – principalmente dos cinemas. Aliás, nem mesmo os produtores de eventos acham que os valores são honestos. Eles alegam que os preços poderiam ser bem menores, se não houvesse tanta gente pagando meia-entrada.

Um problema paradoxal. Os jovens (de até 65 anos de idade) não querem pagar tão caro nos eventos que frequentam, enquanto que os produtores não querem ter prejuízo com a máfia das carteirinhas.

Pode ser que muitas das carteirinhas sejam feitas como forma de protesto. Se forem mesmo, saibam que esse não é, nem de longe, uma maneira inteligente de protestar. Isso porque quem arca com os prejuízos não são os produtores, tampouco o governo. Quem paga o pato são os cidadãos honestos, que precisam pagar até 3x mais que um valor razoável por um evento. E não creio que o alvo do “protesto” sejam eles.

Além de antiético, fraudar carteira de estudante é crime de estelionato e as empresas que se sentirem lesadas podem processar esses “pseudo-estudantes”. Isso é igual a pedir votos, ser eleito e depois cobrar mensalões e mensalinhos por regalias do governo. Você faz o que quiser, assim como nossos políticos.

Para fazer uma carteirinha dessas é bem fácil. Uma foto 3×4, um comprovante de matrícula, R$ 50,00 e voilá! Para entender melhor o porquê de certas coisas, principalmente aqui no Brasil, talvez nem isso seja preciso. Enquanto as pessoas acharem que pequenos atos como este não fazem diferença no mundo em que vivemos, estamos realmente perdidos.