Segunda-feira, dia 10 de Janeiro de 2011. Às 16h15 a campanhia toca. É o táxi que eu havia solicitado para que me levasse até o Aeroporto. Daí comecei a me despedir da minha mãe, do meu pai, dos meus vizinhos e até da minha cachorrinha. Foi um chororô danado.
No dia anterior, domingo, a mesma coisa. Despedi-me de tios, primos e da minha namorada. Despedidas são sempre ruins, eu sempre soube. Mas despedir-se da namorada está entre as coisas mais sentimentalmente complicadas que já fiz em toda a vida.
No caminho para o aeroporto, céu azul. Nem sequer uma nuvem a vista. Cheguei, peguei minha mala e fui para a fila do checkin. Dez pessoas na minha frente, 15 minutos depois e minha mala já estava na esteira para ser despachada. So far, so good.
A previsão era de que o vôo saísse às 21h10. Às 21h40 fui informado de que em 15 minutos poderíamos entrar no avião. Caiu o mundo em Guarulhos minutos antes da decolagem. Resultado: atraso de 1h20 no vôo.
O problema é que minha conexão em Amsterdam seria de exatos 80 minutos! Como é que eu ia fazer para descer do avião, passar pela imigração, me localizar e correr para o portão de embarque em… 0 minutos?!
Por sorte, em Amsterdam o vôo também atrasou. Em 20 minutos, mas atrasou. Foi a conta de conseguir embarcar. Contudo, minha mala não chegou comigo em Dublin. Ela foi extraviada em Amsterdam, mas chegou aqui em casa na manhã de hoje sem nenhum probleminha sequer.
Não precisei passar pela imigração na Holanda. Na verdade, passei somente por um labrador-preto-farejador-lindão e mais nada. Em Dublin, sim, precisei passar pela imigração, seção para não europeus (a despeito de minha clara e evidente descendência européia…), mas foi igualmente tranquilo. What’s the purpose of your visit? e mais nada, passaporte carimbado.
Cheguei.
Nem valeu apena mencionar os amigos que foram despedir de você no aeroporto…. Valeu.