Houve uma época em que fumar era sinômimo de bom status social. Quem fumava era cool, bacanudo. E assim muita gente entrou no jogo. Mas, e hoje? Esse mundo não foi feito para fumantes e, naturalmente, eles estão sendo segregados. E isso independe de governo. Falo de pessoas e a inversão que acontece: quem não fuma é cool, quem fuma precisa se distanciar para não incomodar.
O governo e a OMS pegam pesado com a proibição do ato de fumar em locais públicos, com o aumento de impostos e com a proibição das propagandas de cigarros. Mas, ao que se vê, as pessoas simplesmente não param de fumar e jovens dão uma sobrevida incrível à indústria da morte.
E por quê? Por que esses jovens entram num jogo viciante mesmo sabendo que estão trocando minutos de prazer por minutos de vida? - a cada cigarro, estima-se que onze minutos de sua vida são jogados no lixo (leia mais).
Na escola e no colégio, é fácil entender porquê: para se enturmar. Independente de sua autoestima, de seu temperamento, de seu comportamento, a turminha do cigarro sempre lhe acolherá. Numa balada também é fácil: se você está sozinho(a), basta acender um cigarro e fumar sobre o pretexto de que não precisará conversar com ninguém porque você está curtindo uma fumaça.
Pessoas não precisam de um motivo para fumar, ora, direis. Eu talvez concorde com isso. Mas, e as pessoas que fumam quando estão nervosas? Na iminência de terem que encarar um problema face-a-face? O cigarro lhes parece a única saída viável, a única solução para certos problemas. Elas se escondem. Esquecem-se de si e em dois ou três tragos, coisificam-se. Algumas pessoas entram em estado de pânico quando precisam pensar e se deparam com a ausência de um cigarro.
Na minha opinião isso denota fraqueza, falta de coragem. São pessoas totalmente entregues ao pior dentre todos os malefícios do cigarro: a mentira que há por trás da fumaça que, invariavelmente, acaba com elas.