A grande imprensa brasileira parece já ter esquecido de Daniel Dantas, o homem por trás da maior patranha política e econômica jamais vista. É deprimente, revoltante. A não ser que eles também estejam envolvidos nisso, que motivo levaria-os a tamanha indiferença?
O caso da garota arremessada pela janela reinou absoluto nos órgãos de informação desse país. Foi destaque nos órgãos sérios e nos que não devemos levar a sério. O pior de tudo foi que nós, brasileiros, nos interessamos tanto pelo caso que fomos às ruas protestar, pedir justiça. Nos envolvemos em um caso que parecia ser nosso. Que a mídia quis que fosse nosso. Mas não era.
A menina morreu, alguém a arremessou – provavelmente o pai, após investigação sem pressão e isenta de emoções -, e aceitemos ou não, acabou aí. Não há o que refletir. Uma morte e o absurdo que ela é. Contudo, a morte foi tratada de uma maneira que nos submeteu a algo para além da própria morte. Um amigo meu, filósofo, explica esse fenômeno através da hiper-realidade.
Daniel Dantas parece ter comprado metade do Brasil, e a outra metade sofre com isso, porque fica sem acesso às informações que certamente nos revoltariam. Enquanto isso, revisão de leis existentes e novos projetos de lei são ventilados para que operações como a Satiagraha não sejam executadas nunca mais (veja).
Nossas atenções são desviadas com listas de candidatos burros e com o cotidiano de uma família que vive na inglaterra.
Ainda bem que existem jornalistas sérios e competentes, verdadeiramente comprometidos com os interesses de um povo carente de verdades. Eu falo de Paulo Henrique Amorim, Luiz Carlos Azenha e Mino Carta. Poderia citar alguns outros, mas tenho certeza de que esses três representam muito bem os jornalistas de quem eu falo.
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