“O mundo é uma grande biblioteca”. Esse é o slogan do novo projeto de iniciativa do Jornal de Debates, chamado Livro Livre. A idéia é difundir o hábito da leitura e, obviamente, formar novos leitores.
O projeto prega que não devemos nos apegar aos livros, mas às suas idéias; ao conhecimento e cultura por ele transmitido. Depois disso, devemos “passá-lo adiante” para que outras pessoas façam o mesmo, num processo único e sem fim previsível.
Ou seja, se você leu um livro que gostou muito e gostaria que outras pessoas também o lessem, vá até o Livro Livre, cadastre-o, cole a etiqueta sugerida pelo projeto e, em seguida, deixe-o em um local público – de preferência com bastante movimento – para que outras pessoas possam pegá-lo.
O conceito vem do BookCrossing, que já possui quase 500 milhões de livros registrados por seus quase 700 mil membros. Isso tudo em sete anos de existência. Vamos torcer (e contribuir, principalmente) para que o projeto dê certo também aqui no Brasil.
A idéia é interessante mesmo! Mas não me parece ter lá muita eficácia. Quando alguém vai ler um livro, procura por um tema, então vaguei por títulos que lhe pareçam interessantes, para só então analisar o resumo daquele livro para, quem sabe daí, lê-lo. Jogar um livro por ae e achar que isso irá fazer as pessoas lerem-no, me parece fantasioso. Talvez por curiosidade alguém pegue. Mas até achar alguém interessado, talvez o livro já tenha ido para o lixo ou quem sabe ido parar numa biblioteca. Enfim. Idéia interessante, mas eu ainda prefiro ir na internet, biblioteca ou livraria
A diferença do Livro Livre para o Bookcrossing está na motivação dos dois projetos. Enquanto o Bookcrossing tem uma idéia de troca de livros, o Livro Livre quer mais é difundir a literatura por aí. É claro que de todos os livros distribuídos só uma pequena parte acaba sendo realmente passada pra frente, mas ficamos surpresos com a rapidez que os livros começaram a trocar de mãos, já nos primeiros dias do projeto. O importante, aliás, é exatamente conseguir encantar essas poucas pessoas com a idéia, pra que eles se motivem a doar não os livros que eles não querem mais, e sim aqueles que eles tanto adoram e que acham que vão ser lidos e apreciados por outras pessoas. Respondendo ao comentário do Duduziuz, acho que se uma pessoa não se interessar pelo livro que encontrar, pode simplesmente deixá-lo onde o encontrou, ou em outro lugar onde possa ser achado. O esforço é até mesmo menor do que jogá-lo fora ou dá-lo a uma biblioteca. E exatamente por se tratarem de livros doados por quem realmente gostou deles é que as chances deles serem efetivamente lidos aumentam bastante.