Temporada de caça às bruxas?

O TSE já disse que vai permitir a candidatura de candidatos com ficha suja, desde que não tenham sido condenados em última instância (Supremo Tribunal Federal). Ou seja, qualquer um poderá se candidatar.

Tudo bem, mas, pelo menos a lista das sujeiras feitas pelos candidatos serão divulgadas ao grande público, certo? Errado. Nem isso o TSE confirmou, até o presente momento. O presidente do tribunal, o ministro Carlos Ayres Britto, disse que eles estão estudando forma de divulgar esses dados. Uma das idéias em estudo é publicá-los no site do próprio TSE ou nos sites dos TREs, como no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo.

Eu acho isso tudo um absurdo. Não deveriam ser aceitas candidaturas de ninguém que já tenha sido condenado em primeira ou segunda instância. Em última instância, político algum é condenado. Em última instância, instituições são condenadas. Pessoas e principalmente políticos, não são. O pior é que não há nenhuma explicação “que dê para engolir” sobre a não barração de candidatos sujos.

Felizmente, nem todo mundo dá de ombros para esse tipo de coisa. O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral apresentou, nesta segunda-feira, dia 16 de Junho, o texto de um projeto de lei de iniciativa popular que visa impedir candidaturas de quem já tenha sido condenado em primeira ou segunda instância, ou cuja denúncia, apresentada pelo Ministério Público, tenha sido aceita.

É o tipo de movimento que nos faz acreditar que alguma coisa ainda pode mudar. O projeto é excelente, a proposta é absolutamente democrática e tem como base tudo o que a sociedade quer: transparência. Uma candidatura minimamente transparente.

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